TODO REPÚDIO AOS QUE PERSEGUEM E CRIMINALIZAM QUEM LUTA!

TODO REPÚDIO AOS QUE PERSEGUEM E CRIMINALIZAM QUEM LUTA!

Por acreditar na legitimidade e necessidade das lutas sociais e populares, por acreditar em uma educação emancipadora, com autonomia e que construa o caminho com liberdade e para a liberdade, a RESISTÊNCIA POPULAR MT manifesta todo seu repúdio à direção da escola Ubaldo Monteiro da Silva. As atitudes da diretora da unidade, Sirley Chaga, coagiram, reprimiram e criminalizaram todo o processo de discussão a respeito das PPPs (consequência do projeto neoliberal de governo do Pedro Taques) e mesmo da Greve da educação, direcionando tais ações contra estudantes e professores da comunidade escolar que exerciam o pleno direito da manifestação crítica e de defesa de seus direitos. Não satisfeita com o autoritarismo aplicado antes, continuou a perseguir e agir com autoritarismo durante toda a ocupação dos Estudantes (no Ocupa UMS), agindo com truculência, escândalos, mentiras, manipulação dos fatos e até ódio disseminado em redes sociais (conforme denúncias dos estudantes, professores, pais, militantes de organizações políticas). A mesma truculência é desferida agora contra os professores da Unidade Escolar que manifestaram seu apoio ou que simplesmente aceitaram dialogar com os estudantes mobilizados nas ocupações; truculência desferida também contra militantes que, por conta de sua postura de luta diária, sentiram a responsabilidade e compromisso com a luta dos estudantes, visitando a Ocupação e manifestando todo seu apoio e solidariedade. A diretora acusa tanto professores quanto militantes das lutas sociais, baseada em distorções e absurdos; levando acusações mentirosas para a SEDUC MT, na qual professores enfrentam processo na Correição da secretaria.

REPUDIAMOS essa PERSEGUIÇÃO SISTEMÁTICA da diretora da escola e da SEDUC MT! Não nos calaremos diante da tentativa de calar lutadores sociais, lutas populares e o direito à manifestação crítica dentro das escolas!

Viva a luta autônoma e combativa dos estudantes secundaristas de MT!

Chamada para o Ato contra a tarifa em Cuiabá

Vídeo de diálogo da Resistência Popular MT com a população, sobre mais um ataque a um direito social: transporte.
Semana em que foi anunciado nos principais meios de comunicação o aumento da tarifa do ônibus em Cuiabá que atualmente se encontra na casa dos R$ 3,10.

Essa é uma luta longa e que está dentro de uma luta maior pelo PODER POPULAR!

Ato contra o aumento da tarifa em Cuiabá, dia 26/01 às 17h na Praça Alencastro, mais informações na página do evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1663965003862994/

 

Chamada para o ato:

 

Vídeo de diálogo:



LUTAR, CRIAR, PODER POPULAR!

Manifesto pela luta dos transportes

nota

Opinião da Resistência Popular MT, para o próximo período de luta pelo transporte em Cuiabá e Várzea Grande.


O ano de 2016 já se inicia em Cuiabá com mais um ataque dos gananciosos empresários dos transportes com respaldo da prefeitura. A Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos (AMTU) protocolou mais um pedido de aumento da tarifa do ônibus, que poderá ficar com o absurdo valor de 3,60 ou 3,80.
Cerca de 32% da população em Várzea Grande e Cuiabá, em 2005, já não conseguia utilizar o transporte público devido ao valor da tarifa, que era 70% acima da inflação. Hoje, com a tarifa no valor de 3,10, que está 85% acima da inflação, o número de pessoas que não tem condições para pagar a passagem é bem maior. A justificativa para o aumento é feita a custa da falácia de acréscimo dos custos e benefícios, tais como combustível, insumos, salário de funcionários das empresas de ônibus, entre outros. Um cálculo que não considera em nenhum momento o bem-estar dos usuários e trabalhadores do transporte ou a qualidade dos serviços prestados.

Do outro lado: falta de ar-condicionado nos coletivos, vida útil dos veículos já perto do fim, frota com número de ônibus insuficiente para atender os bairros de periferia, motoristas sobrecarregados trabalham em condições péssimas e recebem salários bem abaixo do justo pela carga de trabalho… a lista de problemas que precarizam o transporte “público” em Cuiabá e Várzea Grande é imensa, e mais imenso é o lucro que ele produz para os bolsos da máfia empresarial!
Para a população pobre, trabalhadoras e trabalhadores e também os estudantes que utilizam rotineiramente o transporte, resta os sofrimentos diários de enfrentar ônibus lotados, ficar um tempão nos pontos até que um possa parar por estar menos lotado, descer e subir de ônibus duas ou três vezes durante o mesmo percurso porque os dois ônibus pegos em sequência quebraram e não puderam continuar! Somente no ano de 2015, e contando apenas os fatos noticiados pela imprensa, foram inúmeros os relatos sobre ônibus quebrados e deixando passageiros a pé no meio do caminho. O fato de que 100% da frota da empresa Norte Sul foi reprovada na fiscalização por não atender as condições exigidas de funcionamento já nos diz tudo! (http://migre.me/sErfm) Mesmo sendo reprovada a frota, a Norte Sul nunca foi proibida de funcionar ou foi penalizada, o que significa um crime dadas as graves consequências que a irresponsabilidade da empresa pode causar.

Outro forte exemplo de precarização foi o ônibus que pegou fogo no centro da cidade, aos olhos de todos! (http://migre.me/sErcL) Como máfia, poder público, prefeitura e secretarias envolvidas, e empresários sempre encontram um meio de sair ganhando, sem penalidades e sem ter de fazer as mudanças necessárias. Importante observarmos que a tal empresa Norte Sul atende uma região periférica bastante carente de transporte, que abrange os bairros pedra 90, Pascoal Ramos, Industriários 1 e 2, Nova Esperança, São Sebastião, Distrito Industrial e toda a região da BR 364 entre pedra 90 e trevo do Tijucal. Nessa imensa região, os bairros vizinhos contam com a linha maior que vem do Pedra 90, com ônibus já lotados. O número de ônibus dessa linha não abastece nem o bairro do Pedra 90, quem dirá os bairros vizinho, o resultado já foi citado acima! Assim como esse exemplo, acontece algo bem parecido nos demais bairros das periferias.

A tarifa de Cuiabá já é uma das mais caras, em relação a outras capitais e as nossas condições locais. Conforme o cálculo do IPCA (índice que regulamenta os preços de serviços de acordo com a inflação no Brasil), hoje, a tarifa já é 71% maior do que previsto pelo índice; o que quer dizer que estamos acima de um valor necessário, mesmo que levássemos em consideração a tão discutida “crise” brasileira. Em 2015, o aumento salarial dos motoristas de ônibus, mesmo com a greve, não foi maior do que 100 reais; sabendo ainda que o impacto do salário dos motoristas e trabalhadores gerais do transporte no cálculo não é desculpa nem de longe para um aumento da tarifa. Até porque os salários são baixíssimos! Se não há investimento na qualidade do transporte e o salário dos trabalhadores é baixo, o que justifica o aumento? Só podemos concluir que é o LUCRO dos donos das empresas!

Não há dúvida, precisamos nos revoltar contra toda essa máfia e as condições sub humanas a que somos obrigados a enfrentar no transporte em Várzea Grande e Cuiabá! Precisamos nos revoltar e nos organizar para exigir o que é nosso por direito. De acordo com a Constituição Federal: “Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.” (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 90, de 2015). Como um dos direitos sociais, podemos dizer básicos, o transporte deveria ser público de verdade, no mínimo. Quando dizemos público de verdade, queremos dizer que nós temos direito a um transporte sem cobrança de qualquer tarifa, como temos direito a escolas e hospitais. Quando dizemos no mínimo, queremos dizer que isso é um primeiro e pequeno passo, para cumprir o que está na própria Constituição e garantir um direito já legalizado e negado pelo Estado; pois, para um transporte realmente do povo, precisaríamos, ainda, avançar para um transporte que fosse também organizado e controlado pelo povo. Não somos nós, população, que temos que pagar o lucro do empresário; pois a atual máfia do transporte possui dinheiro o suficiente para financiar campanhas políticas, além das isenções e incentivos fiscais que recebem do Estado.

Sabemos que nossa organização não é somente para barrar os aumentos de tarifas, mas também para exigir um outro transporte possível, com qualidade e dignidade para o povo! Assim devemos sempre lembrar que essa luta deverá ser feita com a constância e a firmeza do trabalho no cotidiano e a longo prazo. Capaz de construir um movimento feito pelo conjunto da população trabalhadora e oprimida, de forma horizontal, participativa e combativa. Sempre atento aos oportunistas, que, se colocando como “representantes” acumulam somente em causa própria, pelas negociações espúrias com o governo, e minando a única forma de participação política capaz de empoderar o trabalhador – a participação direta na luta por seus direitos e necessidades.
Por essa razão, nossa organização também será construída cotidianamente na resistência ao longo do tempo, em bairros, escolas, locais de trabalho e nas ruas. Essa é uma luta longa e que está dentro de uma luta maior pelo PODER POPULAR!


Janeiro de 2016.


RESISTIR HOJE AMANHÃ E SEMPRE!
LUTAR CRIAR PODER POPULAR!
RESISTÊNCIA POPULAR!

Toda solidariedade às escolas do MST/MT

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Resistência com os de baixo! Repúdio aos ataques dos de cima!
Toda solidariedade às escolas do MST/MT

O Governo Taques e o secretário Permínio Pinto, SEDUC/MT, têm perseguido e criminalizado as escolas e as trabalhadoras e trabalhadores nos assentamentos do MST em Mato Grosso. Prática também disseminada pela mídia burguesa do estado. Sabemos que tais ataques partem dos de cima e se impõem aos de baixo! Questionar os nomes das escolas, “Che Guevara” ou “Florestan Fernandes”, criminalizar um festival de poesia que trabalha com o tema da agroecologia ou impor a retirada das bandeiras do Movimento dos espaços dessas escolas, só podem ser compreendidos como ataques ideológicos da direita e dos de cima; bem próprio ao partido do qual fazem parte. Ataques que se intensificarão mais e mais, que se propagarão aos demais movimentos e às escolas em geral; como já têm ocorrido sob outras formas. Para nós, fica claro quem quer impor uma ideologia e o porquê!

Em um contexto onde a educação pública sofre com cortes de verbas de um lado, e a intensificação de um ensino mercadológica acrítica por outro lado, o ataque a educação no campo nos mostra o avanço de um projeto que compromete o futuro da juventude da classe trabalhadora. Assim como o assédio conservador e elitista em cima dos planos de educação em todo pais com a falsa premissa de ideologia de gênero, demonstra o retrocesso que os de cima tentam nos impor.

Jamais aceitaremos perseguições, criminalizações e cerceamento da liberdade daqueles que buscam organizar-se e resistir contra o Estado e seus sistemas de exploração! Por acreditarmos em uma educação que signifique a emancipação e as possibilidades para a construção do PODER POPULAR, defendemos a liberdade e a autonomia como condições mais do que necessárias para a construção desse processo; são gérmens para o florescimento da própria liberdade humana e de um mundo novo para as trabalhadoras e os trabalhadores! Qualquer ameaça a esses direitos e a essa necessidade das oprimidas e oprimidos precisa ser repudiada e combatida pelos de baixo!

Por essas razões, entre outras, só temos a repudiar tais perseguições e criminalizações! Reiteramos que estamos sempre dispostos a lutar ombro a ombro contra as práticas de repressão do Estado e da ideologia dos de cima!

Manifestamos aqui nossa solidariedade às trabalhadoras e aos trabalhadores das escolas perseguidas e ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de Mato Grosso!

LUTAR, CRIAR, PODER POPULAR!

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL: um golpe contra a falsa esperança

reducaomaioridadepenalweb

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Redução da maioridade penal: um golpe contra a falsa esperança.

No dia 1 de julho, foi aprovado na câmara dos deputados a PEC que reduz de 18 para 16 anos a idade penal para crimes considerados graves. A aprovação ocorreu exatamente um dia depois em que esse mesmo tema havia sido derrotado na câmara, graças a campanhas de agitação de diversos setores da esquerda – que construíram um acampamento em Brasília – e à intervenção de parlamentares contrários à redução. E, infelizmente, toda a agitação que precedeu esse fato, toda a propaganda contrária à redução nas mídias alternativas e redes sociais, assim como todos aqueles discursos bonitos e esperançosos das entidades estudantis e movimentos de juventude, foram por água abaixo.

Não queremos, aqui, desmerecer todo o trabalho e mobilização realizados até agora sobre a redução da maioridade penal, nem minimizar a discussão sobre as urgências da nossa juventude pobre e trabalhadora. Gostaríamos apenas de ressaltar alguns elementos de reflexão sobre as possibilidades de transformação social que nossa juventude tem e as estratégias que acabamos adotando.

Sabemos que, na prática, a maioridade penal dos jovens periféricos, pobres e pretos, é até menor que 16 anos, e que as penalidades aplicadas pelo Estado quase sempre passam longe dos “olhos” da justiça. Sabemos também que as condições para a opressão dessa juventude não têm relação com a idade, mas sim com sua classe. Não é difícil entender, então, que as formas de lutas que propomos estão distantes – pelo menos em um primeiro momento – de tentar sensibilizar os agentes do jogo estatal em favor de nossas causas, muito menos esperar que as nossas lutas possam encontrar uma vitória plena utilizando-se das mesmas regras do Estado que nos violenta.

As agitações, twitaço, hashtags, mobilizações pontuais e acampamento, tudo isso bem amarrado com um discurso esperançoso de combatividade e, alimentado por uma adesão fácil do ativismo de internet, perdem toda sua força quando descolado dos trabalhos nos espaços onde se encontra essa juventude. Trabalhos que não são apenas pontuais, mas de continuidade, com frequência que permite não só colocar em pauta a situação da juventude, mas também criarmos nossas próprias estratégias de resistência e enfrentamento. Essa é a urgência de nos tornarmos protagonistas de nossas lutas, de escaparmos da simples lamentação e irmos para ação direta.

Nas poucas horas que precederam a manobra de Cunha na câmara dos deputados, era explícito o discurso de vitória, expressões como “casa do povo” e “nossos parlamentares” sendo utilizadas aos montes nas mídias alternativas e redes sociais. Foi crescente, e efêmera, a sensação de que podíamos avançar pela via parlamentar, mesmo em situação de desmobilização da juventude. Contudo, o Estado não tardou a mostrar a quem serve. Com a nova votação da PEC da redução da maioridade penal, entendemos que as regras só servem para favorecer à classe que se beneficia do sistema capitalista. Sabemos o que queremos e compreendemos que isso não nos será dado, nem cedido. A votação serviu somente para não depositarmos nossas (falsas) esperanças na via parlamentar, deixando bem claro em qual trincheira lutamos, ombro a ombro na ação direta contra o estado e o capitalismo.

LUTAR, CRIAR, PODER POPULAR!